A Clareza da Intenção

Ao longo da vida tomamos decisões de mudança. Muitas das vezes são decisões tão disruptivas, tão lunáticas que até os amigos mais chegados não conseguem acreditar no bom sucesso da decisão.

A maioria das decisões que tomamos estão relacionadas com alterações comportamentais – “vou ser mais organizado”, “vou comer menos junk food“, “vou fazer mais exercício físico”; outras poderão estar relacionadas com aquisição de algo – “vou comprar uma casa nova”, “vou mudar de casa”, “vou comprar um novo vestido”.

Estamos no domínio do “o quê“, o que queremos ou vamos fazer.

Yuppi … então é possível ter sucesso nessas decisões!

assinado: o teu “EU” interior

Então pergunto-te, porque a maioria das decisões disruptivas que temos não são duradouras? Porque retomamos aos velhos hábitos, por vezes com demasiada facilidade e rapidez?

Talvez porque quando tomamos uma decisão desse género, estamos focados com o que vamos fazer e não tanto com “o porquê” de querermos alterar um comportamento ou adoptar novas rotinas.

“A partir de agora vou comer menos junk food para ser mais saudável.”
Mas porque queres ser mais saudável? Qual é mesmo a tua intenção?

“A partir de agora vou ser mais organizado no trabalho.”
Mas porque queres ser mais organizado? Será somente para conseguir melhorar a produtividade? E porque precisas de ser mais produtivo? O que tencionas obter com isso?

“Este ano vou lutar para ser promovido no trabalho.”
Mas porque queres essa promoção? O que te vai ser exigido, é congruente com os teus valores pessoais?

“A partir de agora vou emagrecer e ficar fit.”
Mas porque queres emagrecer? (este é um exemplo muito pessoal).
A cada passagem de ano, essa era uma das minhas resoluções de Ano-Novo. Sempre que o pensei na perspectiva comportamental, nunca consegui estar mais de 2 meses focado no objectivo. Mas quando alterei as perguntas consegui ir mais fundo. A minha intenção não está presa em “ser fit e magro“. A minha intenção está em ter um corpo que seja funcional e com energia, para me permitir usufruir da infância dos meus filhos, criando boas memórias com eles. Quero ter um estilo de vida que me permita ser mais feliz, para ter alegria e vontade de estar com os meus filhos, de lhes transmitir boas vibrações e bons exemplos.

Repara, o resultado final da mudança comportamental é o mesmo – estou mais magro e com “summer body” (como os teenagers gostam de chamar) – mas a intenção que está por detrás dessa decisão fez toda a diferença para que me mantenha focado e com propósito.

Por isso deixo-vos o convite, da próxima vez que quiserem tomar uma decisão que vos altere rotinas ou comportamentos, questionem-se sobre o que realmente pretendem, qual a vossa real intenção.

Enquanto estivermos somente a querer alterar a esfera do comportamento, não estás efectivamente a preparar nenhuma transformação pessoal.

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