Primeiro Acordo do Don Ruiz

Eu escrevi o post “Sê Impecável Com a Tua Palavra” sensivelmente há um ano. É fascinante que encontrei a mesma mensagem nos escritos de outros autores. Isso levou-me a escrever um novo post sobre o tema. Aqui está.

No meu primeiro posto sobre o assunto eu escrevi que um indivíduo deverá liderar pelo exemplo – “walk the walk, don’t just talk the talk”.

Nos meus estudos sobre a temática do Coaching descobri a importância de se fazerem as perguntas correctas. Isto quer dizer que existem perguntas que te irão levar de volta ao passado, à culpa e à procura de um responsável diferente de ti próprio. Outras questões levam-te à acção, em direcção ao futuro, e à possível anxiedade.

Mas quando falamos com alguém, ou até mesmo connosco próprios, deveremos ter cuidado com as perguntas que fazemos, com as palavras que dizemos. Nós não temos somente o poder de levar as pessoas ao passado ou ao futuro.

Uma palavra é como uma semente. Uma semente que plantamos no nosso cérebro. Uma semente que irá se desenvolver num pensamento. Esse pensamento poderá se tornar numa crença, numa assunção, ou até numa “verdade sagrada” sem qualquer prova.

Isto pode ser bastante sério.

Nos idos anos 20 do século passado, a palavra de um homem só criou medo e esperança a uma nação inteira. Essas crenças, esses pensamentos impactaram o Mundo inteiro numa terrível guerra e na morte de milhões de pessoas. E a arma principal foram as suas palavras.

Jim Rohn tem uma frase – “Stand guard on the door of your mind” – que nos ajuda a relembrar que é importante nos preocuparmos com o que alimentamos o nosso cérebro. Mas deveríamos incluir nesse menu as palavras que dizemos a nós próprios nos monólogos silenciosos que temos.

Don Ruiz também referiu que não deveremos utilizar a palavra contra nós, mas eu gostaria de levar um pouco mais além e propor que não deveremos usar a palavra contra alguém ou algo.

Isto não quer dizer que, por exemplo, se recebermos um pedido errado numa próxima ida ao restaurante, que não deveremos nos queixar. É óbvio que deveremos de nos queixar, estamos a pagar por um serviço e o mínimo será acertarem no pedido. Mas, pondera nas palavras que irás utilizar na tua queixa. Serão palavras que irão auxiliar ao melhor serviço por parte do empregado de mesa ou do cozinheiro? Ou irão as tuas palavras só servir para rebaixar a auto-estima desses empregados?

Lembra-te, a tua palavra irá dizer muito mais sobre ti do que sobre o outro.

E, ainda poderemos levar isto um pouco mais adiante.

Sempre que falarem com uma criança usando o verbo “Ser”, nós poderemos estar a plantar nos seus cérebros a semente da rejeição, ou da fraca auto-estima. Provavelmente, encontrarás bem fundo dentro de ti, algum momento da tua infância que originou alguma crença, com a qual ainda te reges nos dias de hoje. Essa crença é potenciador ou castradora?

Este é o poder da palavra dita a uma criança.

Este é o meu entendimento actual do primeiro acordo do Don Ruiz. Parece-me que consegui ir mais fundo. O que te parece?

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